
o Sol
O sol, ou centelha, é o símbolo que acompanha meu trabalho como sinal de origem, energia e direção. Seu desenho tem como ponto de partida a obra Monstro do Sertão, de J. Borges, referência que aproxima essa imagem de uma visualidade brasileira, popular e direta.
Na obra, o sol carrega uma contradição: é “peça bonita”, clareia o mundo, mas no sertão também se torna terror ao ameaçar a lavoura do agricultor pobre. Essa imagem luminosa, mas não dócil, interessa justamente por reunir beleza, força e consequência.
Aqui, a centelha traduz esse primeiro gesto de criação: o instante em que uma ideia se acende e começa a ganhar corpo em forma, matéria, atmosfera e espaço. O sol é memória e impulso, uma pequena origem luminosa de onde o projeto começa.
